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By CLEBERSON EDUARDO DA COSTA

As sociedades do capital, a partir do desenvolvimento da Indústria Cultural, criaram dois tipos padronizados e ideais de homens e mulheres, ainda que paradoxais em si mesmos como, por exemplo:
1- Os homens que, ao mesmo pace, são ricos, inteligentes, musculosos, elegantes, fiéis as suas amadas, carinhosos, pais de família, etc., ou seja, as representações fictícias perfeitas dos príncipes encantados;
2-As mulheres que, ao mesmo pace, são ditas do tipo de família, comportadas, fiéis, donas de casa, mães de família e, numa outra through, as dita escravas sexuais, ditas gostosas, intercourse, sedutoras, and so forth.
Como se vê, esses dois ideais ditos perfeitos de homens e mulheres são paradoxais e, portanto, não existem no mundo genuine.
Ou seja, no mundo actual, fora da ficção, os homens ditos ricos (estereótipos do príncipe encantado), ditos belos, musculosos, elegantes, etc., com raras exceções, não estão em busca de uma só mulher para relacionamentos, mas de várias, usando-as como produtos descartáveis e, nesse sentido, não estão também procurando serem pais de família.
Isto é, os homens, nessas condições, não amam: eles, com raras exceções, são apenas, pelas muitas mulheres, amados e idealizados como solução para as suas vidas.
Do outro lado, do feminino, dá-se o mesmo:
“Muitas mulheres que procuram, a todo custo - fazendo plásticas, aulas intensas de academia, colocando próteses de silicone, and so forth. -, investir maciçamente na busca da beleza, tentando-se, assim, entrarem no padrão dito de beleza, não o fazem para poder amar, mas para serem amadas e/ou desejadas não por um, mas por muitos homens”.
Em outras palavras, o que se quer dizer é que, todos aqueles que, voluntária e/ou involuntariamente acabam sendo enquadrados dentro dos padrões de beleza estéticos definidos pela indústria cultural, naturalmente se tornam também, como produtos, em objetos de consumo de todo os outros, dentro ou fora do padrão e, nesse sentido, são tratados também como serem humanos descartáveis.
Ou seja, homens e mulheres que se encontram dentro desses padrões, psicossocialmente estão também colocados, ainda que inconscientemente, somente para serem desejados e/ou amados, como objetos de consumo, e não para amarem e/ou desejarem.
Isso talvez explique porque é que existe, nessas sociedades, uma infinidade de homens e mulheres que ficam, no dito renowned “rodando de mão em mão”, em busca dos seus ditos pares e/ou parceiros ideais.
Em outras palavras, o que se quer e que se deve também dizer é que:
“Os homens (os estereotipados de príncipes), nas sociedades capitalistas pós-modernas, são adestrados para quererem as mulheres ditas fáceis, ditas experientes sexuais, para a realização das suas satisfações e façanhas sexuais.”
Entretanto, na hora de se casarem, preferem aquelas que tenham tido nenhuma e/ou mesmo pouquíssimas experiências sexuais e, além disso, que demonstrem estar com eles não pelo que possuem, pelo dinheiro que possam ter, mas pelos sentimentos (ainda que dissimulados) que elas possam vir a nutrirem por eles.
O preconceito do homem em relação às poucas experiências sexuais por parte da mulher está justamente atrelado à questão do tamanho do pênis e a questão da virgindade, referente ao estabelecimento, na sua mente, de dois mitos, respectivamente:
1- Entre os homens existe o mito de que a mulher que, supostamente, tenha tido muitas experiências sexuais, acaba tendo a vagina “alargada”, extenuada além da conta, sempre sentindo o desejo de continuar com essas experiências, numa busca incessante por um pênis grande que a satisfaça, nunca sendo ela, entretanto, plenamente satisfeita, mesmo depois de estar casada, o que a levará, supostamente, para eles, virem a cometer possíveis adultérios.
2-Entre os homens está também difundida a ideia, o mito de que o homem com quem a mulher perde a virgindade nunca é por ela totalmente esquecido e que, inclusive, ele passa a ter poderes eternos de sedução sobre ela.

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